É o momento de buscar conhecimento.

Prezados, tenho acompanhado as conversas em grupos e em redes sociais, e, volto a afirmar: é lamentável termos tantos problemas, alias é lamentável achar que só existem problemas.

Quero dizer algo e tenho certeza que alguns se magoarão, afinal alguns membros dessa categoria são sensíveis demais, chateiam-se com pequenas coisas. Os sentimentos de ​alguns ​operadores de transporte escolar estão a flor da pele e não é para menos: trânsito, problemas financeiros, dentre outros, mas seria ótimo que a razão ​predominasse mais que a emoção.

Vejam bem, em minha caminhada, realizamos varias audiências públicas em Minas Gerais, na Câmara Federal, no Senado Federal, reuniões com Ministros, com Diretores do DENATRAN, FNDE e tantos outros órgãos ligados ao transporte. Contudo, lhes digo, o maior desafio​ para as lideranças​ é a própria CATEGORIA. São possíveis negociações com Governo, com empresas que nos prestam serviços, com fornecedores, mas com a CATEGORIA é praticamente impossível. Por que será?? Não existe consenso nunca, é muito achismo, muito disse me disse, muitos ciúmes, muita inveja e sobra a falta de conhecimento por parte de alguns.

Além disso, há membros da CATEGORIA que acreditam que para executar​
o transporte escolar, basta ter carteira “D”, ter um carro limpo e novo, ser bom motorista, ter um cartão de visita apresentável, cuidar com carinho das crianças transportadas e saber quais os melhores caminhos para chegar mais rápido na casa do aluno ou na escola​, mas isso não é tudo, talvez seja o mínimo​.
Contudo, se perguntarmos qual a lei que regula a atividade de transporte escolar, pronto, a maioria não sabe. Se perguntarmos o que diz o CTB no capítulo XIII, sobre o transporte escolar, de novo quase ninguém sabe. Se perguntarmos o que dizem as resoluções 277, 268, 416, 561 e tantas outras, podem acreditar, a maioria dos transportadores que estão lendo esse texto não sabem. Pior, a maioria esmagadora sequer irá ler esse texto porque é “enorme”.

Veja a diferença: se fizermos uma reunião com engenheiros, o diálogo fica fácil porque todos cursaram engenharia; se fizermos com médicos, também é fácil porque todos estudaram medicina, todos conhecem o básico de suas profissões. Já com transportador … a desinformação é tão grande que é IMPOSSÍVEL EVOLUIR e o pior, alguns acreditam em qualquer asneira que ouvem. Vamos a um exemplo:

Quem se lembra da história da padronização onde somente ÔNIBUS seria o veículo usado no transporte escolar e esse ÔNIBUS custaria R$ 280.000,00? Lembram-se dessa idiotice? Cadê o ônibus padronizado? Eu desmenti isso em audiência pública, expliquei que seriam padronizados os quesitos de segurança dos veículos, sejam vans ou ônibus, ​v​eja o link


https://www.youtube.com/watch?v=bIaj4UpIK3w

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O que aconteceu nestes dias? A ABNT publicou uma proposta de norma técnica sobre o que? Padronização dos quesitos de segurança dos veículos M2 e M3, vans e ônibus. Mas isso já sabíamos, veja o documento do Ministério da Educação e do FNDE.

Dentro desse assunto, informei que somente os fabricantes teriam que cumprir a norma da ABNT, disse ainda que caberá aos municípios, por força da lei 9.503/97, art.139, exigir quando e como o veículos padronizados, vans ou ônibus, entrarão em circulação, e, mais, publiquei o exemplo da minha negociação como o município de Belo Horizonte, (veja doc, da Bhtrans logo a baixo).

Foi por essas e por outras que me afastei do Sindicato. Gosto de cooperativa, gosto de associação. Na cooperativa e na associação, representamos e falamos pelos nossos cooperados e associados, não pela categoria. Veja a diferença. As pessoas que gostam do nosso trabalho estão aqui, as que não gostam vão para onde bem entenderem, com isso não devemos a menor explicação para não associados e não cooperados, não devemos mesmo!

No passado lutamos para a criação da Federação, hoje sinceramente, não vejo como produtiva, mas respeito, admiro e até bato palmas para os defensores.

Vou compartilhar uma informação que poucos sabem, se acreditarem ótimo, senão, questionem ao Ministério do Trabalho. Para criar uma federação nacional são necessários 5 sindicatos em 5 estados. Porém, essa federação somente representa e fala pelos sindicatos que a compõem, não por todos os sindicatos do país, é possível ter quantas federações se quiserem, desde que se unam 5 sindicatos, um de cada estado.

Para mim, em defesa DOS SEUS ASSOCIADOS, a ATEP, desempenhou e desempenha seu papel em âmbito nacional com louvor.

Permitam-me um conselho: busquem conhecimento, cuidado com pessoas que CRIAM DIFICULDADES PARA VENDER FACILIDADES, depois ainda se apresenta como o salvador da nação escolar. Mais um conselho, abusem da internet. Quando você tiver uma dúvida relacionada ao Ministério do Trabalho, imposto sindical, por exemplo, criação de federação, acesse o site do Ministério do trabalho e questionem, eles respondem por e-mail. Quando essa dúvida for sobre resoluções do CONTRAN, questionem o DENATRAN, eles também respondem por e-mail. Sobre regulamentações do transporte escolar é possível informação no FNDE, Ministério da educação e das Cidades. Questione onde possa existir informação real e não fantasias apocalípticas dos grupos do blá, blá, blá.

Mais uma vez vemos a ciranda cirandinha da padronização, mais uma vez questionei e obtive resposta, veja no ofício do Ministério das Cidades DENATRAN, que o próprio diretor reconhece que existem inverdades na interpretação de muitos. (inverdade é o mesmo que mentira. Quem diz o contrário sobre padronização está mentindo, mas repito e afirmo, cada um acredita na verdade, na mentira, na história que quiser).

Como já disse existem pessoas mal intencionadas e com muita demência criando dificuldades para aparecerem como OS SALVADORES.

Na dúvida, vá na fonte.

Um abraço,

Renato soares

 

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